Entre outras bodegas,e para não ser um "cliché" de descrição, sou eu a dizer coisas...
sábado, 22 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
É tão bom não foi?
A volatilidade e a rapidez com que determinadas pessoas lidam com algumas coisas assusta-me bastante...
É incrível como é que nesta "Era Digital" tudo vai e vem com uma facilidade tremenda.As pessoas falam, conhecem-se, amam, odeiam, usam, deitam fora, usufruem tudo em semanas...Dias até por vezes....
O importante é ser tudo rápido e à velocidade que nós queremos...Desesperamos quando assim não é...Achamos que o intenso é tudo mas por vezes é preciso tempo para que as coisas cimentem...Para que tenham algum real valor.
Dá-me ideia que hoje em dia ninguém quer investir em nada que não tenho retorno imediato e pela lógica e pelo que eu já vivi na minha vida, esses investimentos, por norma, são os menos valiosos.
Por norma o investimento é proporcional ao valor das coisas, como é que querem encontrar o amor das vossas vidas numa semana de conversa pelo Facebook e um ou dois encontros?É surreal...Completamente surreal...
Mas, desta vez, nem é tanto do foro sentimental a nível de Amor/Paixão que quero falar...Gostaria de falar de Amizade...Sim de Amizade...
Tal como no Amor/Paixão na Amizade também nós investimos amor nas pessoas porque gostamos delas, porque sentimos bastante empatia, porque nos dão segurança...Mas sofrerá hoje em dia a Amizade da mesma crise referida acima pelo Amor/Paixão?
Eu gostava de acreditar que não mas a verdade é que os últimos meses/anos da minha vida têm vindo a mostrar-me um pouco isso...
Já me tinham avisado que quando o pessoal começasse a acabar o curso e a trabalhar todos se iam separar e ia ser "cada um para seu lado", no entanto essa foi uma regra que não se verificou no meu caso, as pessoas que acabaram o curso são as que mais tentam manter contacto comigo, saber como estou, saber se está tudo bem comigo e querer estar comigo. Parece que nada mudou desde aí...E quando nos cumprimentamos, o "calor" e a cumplicidade são os mesmos!Sabemos que aquela pessoa a quem insultamos carinhosamente e fazemos as maiores barbaridades infantis é mesmo nossa amiga pura genuína...Mas a questão é que teve que se manter algum contacto...É preciso investir e manter e proteger o investimento, portanto, até aqui nada de muito novo....
A novidade disto tudo é quando pessoas que julgávamos serem nossos pilares há algum tempo atrás deixam de manter contacto connosco simplesmente porque sim....Acabas por ser subjugado e ao mesmo tempo subjugas...Notas que já não te tratam com o mesmo carinho e sentes-te frustrado porque aquela já não parece a mesma pessoa para ti e tu já não consegues ser o mesmo para essa pessoa...É um efeito bola de neve que te leva a um desespero que o que acabo por fazer é simplesmente deixar...
Gostava de reverter algumas coisas mas às vezes simplesmente não sei o que fazer, às vezes lembro-me de como tudo dantes era puro e genuíno, hoje em dia só fico frustrado pela ingratidão demonstrada depois de tudo o que fiz por algumas pessoas, depois do que dei de mim e o que elas pareceram esquecer...É lógico que também fizeram muito por mim e estou bastante grato por tudo mas neste momento, honestamente, sinto-me desiludido com essas pessoas...Eu não sei se fui eu que mudei, se foram elas, se foi o aquecimento global que alterou o clima, verdadeiramente não entendo...Talvez tenha sido a constante falha de investimento da minha parte e deles...Mas depois de tudo o que se passou as coisas são assim TÃO voláteis?!
E é disto que tenho medo...
Antigamente amigos verdadeiros mantinham-se e não era necessária uma proximidade tão constante mas, hoje em dia, graças a esta necessidade de termos de estar sempre todos juntos nem que seja de forma virtual, matamos sentimentos mais verdadeiros e mais puros que noutro tempo perdurariam em virtude de sentimentos que achamos serem aqueles que nos completam quando estamos ligados por SMS's diárias ou conversas em redes sociais...
Por um lado são coisas extremamente boas e males necessários mas fazem-me pensar até que ponto não retiram alguma genuinidade às pessoas...
Peço desculpa a quem vai acompanhando isto por andar tão abandonado, mas nem sempre o tempo, a vontade ou até mesmo a inspiração de publicar algo se encontra presente em mim...
Cumprimentos,
L
segunda-feira, 25 de junho de 2012
.....
Quando o desespero se abate sobre mim, a falta de esperança, a solidão, o desespero, a desorientação, a depressão quer bater à porta, a ansiedade faz questão de me vir visitar e o pânico quer entrar e ser meu inquilino e quando a tristeza e a infelicidade se abatem sobre mim por questões sociais, por questões de suposta responsabilidade para com o mundo do trabalho e com a sociedade lembro-me dele...De como ele por um momento quis ser livre, e conseguiu...Aprendendo no final que a felicidade só vale a pena se for partilhada mas ele foi uma lição para nós e uma chapada para a sociedade...
Pela grande e enorme voz do Eddie Vedder a banda sonora desse grande filme que retrata a história real desse jovem que um dia só quis ser livre da sociedade e das limitações que ela nos impõe...
Pela grande e enorme voz do Eddie Vedder a banda sonora desse grande filme que retrata a história real desse jovem que um dia só quis ser livre da sociedade e das limitações que ela nos impõe...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Trauma happenings #2
Não reagiu.
Ficou sentado a contemplar o prato com arroz de ervilhas e o ovo estrelado,mal passado, com a gema a escorrer pela clara como se tratasse de um fluido temporal que se escorre pelas mãos em que ficamos petrificados e a única coisa que conseguimos é deixá-lo passar...
Os grãos eram como que pequenas agulhas que penetravam no peito e lhe faziam aumentar a pulsação...A vida não lhe vinha a sorrir e o mais expectável era acontecer o sucedido mas ainda assim petrificou...Bastou o "Não" ouvido em resposta ao telefone seguido de um choro compulsivo e um "Desculpe mãe...Eu não estive com ele até ao fim...".Mas ela tinha feito tudo e tinha sido incansável no apoio incondicional em que só parava para comer,para trabalhar e mal dormia...
Ele continuava petrificado.Sabia que era o final de um ciclo...O final de um ciclo em que tinha uma figura masculina digna,com valores.Ia deixar-lhe uma cicatriz ainda mais funda nos duros 15 anos que tinha (no fundo mais tarde veio a fazê-lo crescer e a amadurecer mais depressa do que o esperado).
Não deitou uma lágrima em todo o tempo de nojo, assistiu a tudo de forma passiva e sem saber o que dizer ou fazer...Enquanto outros enchiam a casa e marcavam presença pelo apreço que tinham tido, por negócios que tinham feito e pela honestidade de sempre, pela lealdade a ele, pela alegria sempre por ele demonstrada; ele estava fechado no quarto a pensar...Iria para sempre recordá-lo como a pessoa mais alegre que conheceu,a pessoa mais trabalhadora e com mais jeito para o negócio que tinha pela esperteza que demonstrava (já com 12 anos era ele que fazia os negócios da família por incapacidade do pai poder ir às feiras e eram 13 irmãos na família...), pela persistência e força interior que tinha (mesmo com um pulmão desde jovem nunca parava de trabalhar), pela boa disposição e porque acima de tudo lhe ensinou que para se ser um chefe de família respeitado não se impõem respeito pela força mas por amor.Se queremos que alguém que nos é próximo aja de acordo com aquilo que esperamos dela devemos respeitá-la sempre para que ela nos respeite e dando-lhe amor e compreensão é a melhor forma de conseguir união,coesão e respeito...
No final, passado anos, voltou ao cemitério da aldeia...Um cemitério bastante pequeno...Tinha deixado de lá ir pela ignorância e pela falta de civismo e moral demonstrada pelo pai patente numa pedra...
Olhou para a campa onde a estava a fotografia e sorriu...Lembrou-se dele com felicidade, já não estava triste nem desolado por ele ter partido, no fundo algum dia tinha de ser,recordava-o como sabia que ele queria ser recordado, com alegria...Quando a avó saiu do cemitério ele ficou mais um bocado a olhar para a foto e antes de sair disse só em tom sereno e de paz "Obrigado por tudo avô!".
Ficou sentado a contemplar o prato com arroz de ervilhas e o ovo estrelado,mal passado, com a gema a escorrer pela clara como se tratasse de um fluido temporal que se escorre pelas mãos em que ficamos petrificados e a única coisa que conseguimos é deixá-lo passar...
Os grãos eram como que pequenas agulhas que penetravam no peito e lhe faziam aumentar a pulsação...A vida não lhe vinha a sorrir e o mais expectável era acontecer o sucedido mas ainda assim petrificou...Bastou o "Não" ouvido em resposta ao telefone seguido de um choro compulsivo e um "Desculpe mãe...Eu não estive com ele até ao fim...".Mas ela tinha feito tudo e tinha sido incansável no apoio incondicional em que só parava para comer,para trabalhar e mal dormia...
Ele continuava petrificado.Sabia que era o final de um ciclo...O final de um ciclo em que tinha uma figura masculina digna,com valores.Ia deixar-lhe uma cicatriz ainda mais funda nos duros 15 anos que tinha (no fundo mais tarde veio a fazê-lo crescer e a amadurecer mais depressa do que o esperado).
Não deitou uma lágrima em todo o tempo de nojo, assistiu a tudo de forma passiva e sem saber o que dizer ou fazer...Enquanto outros enchiam a casa e marcavam presença pelo apreço que tinham tido, por negócios que tinham feito e pela honestidade de sempre, pela lealdade a ele, pela alegria sempre por ele demonstrada; ele estava fechado no quarto a pensar...Iria para sempre recordá-lo como a pessoa mais alegre que conheceu,a pessoa mais trabalhadora e com mais jeito para o negócio que tinha pela esperteza que demonstrava (já com 12 anos era ele que fazia os negócios da família por incapacidade do pai poder ir às feiras e eram 13 irmãos na família...), pela persistência e força interior que tinha (mesmo com um pulmão desde jovem nunca parava de trabalhar), pela boa disposição e porque acima de tudo lhe ensinou que para se ser um chefe de família respeitado não se impõem respeito pela força mas por amor.Se queremos que alguém que nos é próximo aja de acordo com aquilo que esperamos dela devemos respeitá-la sempre para que ela nos respeite e dando-lhe amor e compreensão é a melhor forma de conseguir união,coesão e respeito...
No final, passado anos, voltou ao cemitério da aldeia...Um cemitério bastante pequeno...Tinha deixado de lá ir pela ignorância e pela falta de civismo e moral demonstrada pelo pai patente numa pedra...
Olhou para a campa onde a estava a fotografia e sorriu...Lembrou-se dele com felicidade, já não estava triste nem desolado por ele ter partido, no fundo algum dia tinha de ser,recordava-o como sabia que ele queria ser recordado, com alegria...Quando a avó saiu do cemitério ele ficou mais um bocado a olhar para a foto e antes de sair disse só em tom sereno e de paz "Obrigado por tudo avô!".
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Para longe...
Se tivesse o dinheiro necessário e o meu curso tirado neste momento ia embora para longe...
Estou farto de tudo o que me rodeia e nem os que sempre me amaram incondicionalmente me podem confortar quando a desilusão e a raiva tomam conta de mim...Quero ir embora, ter responsabilidades e ganhar o meu dinheiro e rumar ao meu destino...Desculpa mãe, eu um dia volto e prometo que te vais orgulhar de mim...Vou partir...Já nada me prende aqui...Tudo aqui é me desilude ou me falha...Vou para longe...Para onde ninguém saiba, para onde ninguém me possa contactar ou saber que eu estou lá...
Corre nas minhas veias o cansaço e o despedaçar do que restava....
Estou farto...
Desculpem...
Estou farto de tudo o que me rodeia e nem os que sempre me amaram incondicionalmente me podem confortar quando a desilusão e a raiva tomam conta de mim...Quero ir embora, ter responsabilidades e ganhar o meu dinheiro e rumar ao meu destino...Desculpa mãe, eu um dia volto e prometo que te vais orgulhar de mim...Vou partir...Já nada me prende aqui...Tudo aqui é me desilude ou me falha...Vou para longe...Para onde ninguém saiba, para onde ninguém me possa contactar ou saber que eu estou lá...
Corre nas minhas veias o cansaço e o despedaçar do que restava....
Estou farto...
Desculpem...
quinta-feira, 29 de março de 2012
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